Arquivos para Maio 8th, 2009

Afinidade

Maio 8, 2009

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A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.

E o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.

Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

É uma vitória do adivinhado sobre o real.

Do subjetivo para o objetivo.

Do permanente sobre o passageiro.

Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.

Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.

Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam comovem ou mobilizam.

É ficar conversando sem trocar palavras.

É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento…

Afinidade é sentir com.

Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por.

Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.

Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.

É olhar e perceber.

É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.

Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.

Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.

Compreende sem ocupar o lugar do outro.

Aceita para poder questionar.

Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.

É conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quanto das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram.

Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.

E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

Artur da Távola

Maio 8, 2009

Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

Paulo Coelho

A Paz (Gilberto Gil)

Maio 8, 2009

A paz invadiu o meu coração

De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais

A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz

Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz

Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos “ais”

O Mundo precisa de BONDADE…

Maio 8, 2009

8586_1~1“Bondade não custa favor.”
“Espírito sem bondade é abelha sem mel.”
“Quem bondade tem, mil canseira lhe vêm.”
“A bondade e o perdão só fazem ingratidão.”
“A verdadeira bondade é invencível porque é infatigável.”
“A bondade é a qualidade mais necessária à felicidade.”
“Mulher de bondade, outrem fale e ela cale.”
“Compreender e compadecer-se, é todo o segredo da bondade.”
“Mais puxa um fio de bondade do que cem juntas de bois.”
“A beleza, que não é de bondade acompanhada, não vale nada.”
“A verdadeira bondade é mostrada através dos atos.”
“A bondade vale mais que o dinheiro.”
“Demasiada bondade é necessidade.”
“Pessoa sem bondade, de nada vale.”
“A bondade divina pode tudo.”
“Bondade e formosura, pouco duram.”
“A bondade é a força do fraco.”
“Muita bondade é fraqueza.”
“Deus aceita a bondade.”

Maio 8, 2009

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“Serás capaz de unificar a sua força e conseguir a delicadeza de uma criança? “
Lao-Tzu, Tao-Te King

“Viver e morrer segundo o Evangelho” (Enzo Bianchi)

Maio 8, 2009

É conhecido o elevado grau de emoção e tensão que em Itália suscitou o caso de Eluana Englaro, dividindo o país em dois blocos ideológicos contrapostos, com as partes a insultarem-se mutuamente com uma violência verbal inadmissível. O pior foi que o drama desta mulher em agonia desde há 17 anos e da sua família tão marcada pelo sofrimento se tornou num caso político, com bom número de católicos e de figuras eclesiásticas apanhados na onda, muitas vezes sem distinguir os níveis de intervenção e não conseguindo manter um tom de séria reflexão, no respeito pelas outras posições. No meio do clamor geral, carregado de agressividade, tornou-se praticamente impossível inserir outros dados da questão ou simplesmente convidar os crentes a um testemunho de oração e recolhimento perante uma tragédia que exigia mais do que insultos ou atitudes radicalizadas.
Passada a vaga emotiva, surgem agora tomadas de posição convidando a reflectir melhor tudo o que aconteceu, para tirar lições da experiência. Sobre os tons exasperados a que se chegou de parte a parte, com apressadas alianças ideológicas que na prática representavam uma instrumentalização política da nítida posição da Igreja a favor da vida, interveio o abade da comunidade monástica de Bose, no Piemonte, Enzo Bianchi, num artigo no “La Stampa” (15/2) com o título “Viver e morrer segundo o Evangelho”.
Denunciando “uma política que se finge ao serviço de uma ética superior, a ética cristã, e que procura, com a complacência também de católicos, transformar o cristianismo numa religião civil”, adverte Enzo Bianchi: “se a fé cristã viesse a ser declinada como religião civil, não só perderia a sua capacidade profética, mas ficaria reduzida a capelania do potente de turno, tornar-se-ia sal sem sabor, segundo as palavras de Jesus, incapaz de estar no mundo fazendo memória do seu Senhor”.
Detendo-se mais especificamente nas circunstâncias da agonia e morte de Eluana Englaro e na posição da Igreja e da fé cristã perante a doença e o sofrimento, a vida e a morte, o abade de Bose escreveu palavras iluminadas, que vale a pena citar:

“A vida é um dom, não uma presa: ninguém dá a vida a si mesmo, nem a pode conquistar com a força. No espaço da fé, os crentes, juntamente com a esperança na vida para além da morte, têm a consciência de que este dom vem de Deus: recebida d’Ele, a Ele a devem dar de novo, com um acto concreto de obediência, procurando, por vezes com esforço, dar graças a Deus”.
“A Igreja católica e todas as Igrejas cristãs têm consciência do dever de afirmar publicamente e sobretudo de testemunhar com a existência que ninguém pode tirar ou extinguir a vida e que, da concepção até à morte natural, esta tem um valor que nenhum homem pode contradizer ou negar. Contudo, neste empenho, os cristãos não devem nunca contradizer aquele estilo que Jesus pediu aos seus discípulos: um estilo que mesmo na firmeza deve mostrar misericórdia e compaixão, sem nunca se tornar desprezo e condenação de quem pensa de modo diverso.
“De uma milenária tradição de amor pela vida, de aceitação da morte e de fé na ressurreição, podem então nascer palavras capazes de responder às inéditas interrogações que colocam o progresso das ciências e das técnicas médicas, no limiar em que vida e morte se encontram. Assim o resumia, em 1970, Paulo VI, numa carta dirigida aos médicos católicos:

“É o carácter sagrado da vida que impede o médico de matar e que ao mesmo tempo o obriga a dedicar-se com todos os recursos da sua arte a lutar contra a morte. Isto não significa todavia obrigá-lo a utilizar todas as técnicas de sobrevivência que lhe oferece uma ciência incansavelmente criadora. Não seria porventura, em muitos casos, uma inútil tortura impor a reanimação vegetativa na fase terminal de uma doença incurável? Em tal caso, o dever do médico é antes o de empenhar-se em aliviar o sofrimento, em vez de querer prolongar o mais possível, por qualquer meio e em qualquer condição, uma vida que já não é plenamente humana e que se encaminha naturalmente para o seu epílogo: a hora inelutável e sagrada do encontro da alma com o seu Criador, através de uma passagem dolorosa que a torna participante da paixão de Cristo. Também nisto o médico deve respeitar a vida”.

E após este clarificante citação de Paulo VI, Enzo Bianchi conclui o seu artigo nos seguintes termos:

“É este o contributo que, com respeito e simplicidade, os cristãos podem oferecer a todos os que não partilham a sua fé, para que a sociedade reencontre uma ética partilhada e cada um possa viver e morrer no amor e na liberdade”.

Dá que pensar…

Maio 8, 2009

Carta de um bebê

Oi mamãe, tudo bom?

Eu estou bem, graças a Deus faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha.
Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe, outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido.

Tudo parece indicar que eu serei a criança mais feliz do mundo !!!!!!
Mamãe, já passou um mês desde que fui concebido,
e já começo a ver como o meu corpinho começa a se formar, quer dizer,
não estou tão lindo como você, mas me dê uma oportunidade !!!!!!
Estou muito feliz!!!!!!

Mas tem algo que me deixa preocupado…
Ultimamente me dei conta de que há algo na sua cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem, isso vai passar, não se desespere.
Mamãe, já passaram dois meses e meio, estou muito feliz com
minhas novas mãos e tenho vontade de usá-las para brincar…

Mamãezinha me diga o que foi?
Por que você chora tanto todas as noites??
Porque quando você e o papai se encontram, gritam tanto um com o outro?
Vocês não me querem mais ou o que?
Vou fazer o possível para que me queiram…

Já passaram 3 meses, mamãe,
te noto muito deprimida, não entendo o que está acontecendo, estou muito confuso.
Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou uma visita amanhã.

Não entendo, eu me sinto muito bem….
por acaso você se sente mal mamãe?

Mamãe, já é dia, onde vamos?
O que está acontecendo mamãe??
Porque choras??
Não chore, não vai acontecer nada…
Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde, não tenho sono, quero continuar brincando com minhas mãozinhas.

Ei !!!!!! O que esse tubinho está fazendo na minha casinha??
É um brinquedo novo??
Olha !!!!!! Ei, porque estão sugando minha casa??
Mamãe !!!!

Espere, essa é a minha mãozinha!!!!
Moço, porque a arrancou??
Não vê que me machuca??
Mamãe, me defenda !!!!!!
Mamãe, me ajude !!!!!!!!
Não vê que ainda sou muito pequeno para me defender sozinho??

Mãe, a minha perninha, estão arrancando.
Diga para eles pararem,juro a você que vou me comportar bem e que não vou mais te chutar.

Como é possível que um ser humano possa fazer isso comigo? Ele vai ver só quando eu for grande e forte…..
ai…..
mamãe, já não consigo mais…
ai…
mamãe, mamãe, me ajude…

Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia, e eu daqui de cima observo como ainda te machuca ter tomado aquela decisão.

Por favor, não chore,lembre-se que te amo muito e que estarei aqui te esperando
com muitos abraços e beijos.
Te amo muito

Seu bebê.

Texto Retirado do Site

http://www.abortos.kit.net

“O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direcção.” – (Antoine de Saint-Exupéry)

Maio 8, 2009

Falar em causa própria…

Maio 8, 2009

Olá,
Gostava de vos dar o meu testemunho…
Tanto para os que me conhecem melhor e já sabem um pouco da minha vida,… e para os que não, passo a explicar…
Tenho 36 anos e sou mãe de 3 crianças. Uma de 11, outra de 6 e a última de2. A última nasceu com Trissomia 21 (síndrome de Down – vulgo Mongolismo). Soubemos, no início da gravidez, o que nos fez passar por determinadas situações dolorosas, difíceis e muito “estranhas”…. Este tornou-se um assunto para mim “delicado” e incrível. Sempre fui leve em relação ao assunto do aborto, até me ver na situação.
Como já disse, nós soubemos da deficiência da nossa filha Leonor às 16 semanas de gravidez. Foi um enorme choque, como devem calcular… Imediatamente após a notícia, foi-nos IMEDIATAMENTE comunicado pelo médico que poderíamos abortar e teríamos de decidir até às 24semanas… Por lei eu podia “abortar”. De repente, sem mais nem menos, estava nas minhas mãos a vida de alguém… o que quer que eu decidisse a lei apoiava-me, tal como a maioria da sociedade… é desconcertante este sentimento… poder “anular” uma vida à vontade, sabendo que toda a gente me entende e apoia (mesmo que não concorde). Tudo isto porque ela não é normal… é diferente, tem um atraso mental que nunca a vai deixar tirar um curso superior, ter filhos… por estas razões, eu posso matá-la. A sociedade apoia, paga e assina por baixo!!!
Achámos (Zeca e eu) que temos os filhos para ELES serem felizes e não nós -Pais – como muita gente acha). A felicidade é relativa e não passa obrigatoriamente por cursos superiores, nem casamentos. Além de que, aprofundando o assunto, estas crianças mongoloides são tão mais descomplicadas que naturalmente são felizes.
Quantos de vocês têm essa segurança em relação aos vossos filhos ditos normais? Bom, isto tudo para dizer, que apesar de não desejarmos uma criança deficiente, não querermos, não nada, nunca (apesar de neste caso a lei dizer que sim) pensámos em matá-la! Além de matar, viver uma vida de família em cima de uma morte seria muito duro para nós, e uma grande cobardia em relação àquela criança na minha barriga que não pediu NADA. Com olhos em bico ou não, mais lenta ou não, Eu não posso matar a minha filha!!! NÃO TENHO ESSE DIREITO, independentemente de haver quem ache que sim.
A minha vida vai mudar? Sim.
Vou estar enfiada em terapias? Sim.
O coração dela está bem? Não sei.
Os outros órgãos? Não sei.
Ouvirá bem? Não sei.
Verá bem? Não sei.
Vocês sabem tudo isto antes dos vossos filhos nascerem? Têm certezas? A partir desse momento e desses meses, a história do aborto tornou-se tão clara para mim que gostava que lessem para ver se concordam…
Estou um pouco cansada destes mails todos muito técnicos (apesar de válidos) cheios de leis e palavras difíceis quando, no fundo, tudo se trata de RESPEITO À VIDA. Se é das 10 semanas ou 12 ou 24. Se é despenalizar ou liberalizar, se é psd,pp, ps, ou bloco, se, se,se… A pergunta que nos vão fazer é, (esqueçam o que os a favor chamam”despenalização” e os contra “liberalização”):
Qualquer mulher (pobre ou rica, com ou sem problemas) se não quer ter um filho pode matá-lo até às 10 semanas de idade? Sim ou não? Podem ou não?
Comecei a pensar… há tanta gente que tem pena destas mulheres… eu também tenho…. elas não queriam engravidar…. não têm dinheiro… não têm casa…. são drogadas… têm 15 anos… qual a solução? Matar o filho, claro! É efectivamente uma solução, que tanta gente apoia e está pronta a pagar essa morte do seu próprio bolso.
Lembrei-me depois, no seguimento deste raciocínio, que há outras mães nessas condições…. lembram-se da mãe da Joaninha? Aquela mãe que matou a filha de 5 anos e que está presa? E que Portugal INTEIRO se revoltou contra ela? Mas ela, coitada, também não tinha condições de ter a Joaninha… perdeu o emprego, não conseguia ajudá-la… e achou que para ela ter uma vida assim, mais valia matá-la, no fundo era um acto de amor e proteger a sua filhota de sofrer…. E dentro do mesmo contexto, achou bem. Matou-a, provavelmente ela não deu por nada, tal como os bebés na barriga, e acabou-se o problema.
São 2 casos idênticos, mas vocês reagem de maneira diferente…. é engraçado…. num revoltam-se… noutro, ainda estão a pensar nas pobres mães que não os podem criar. QUAL É A DIFERENÇA???? A diferença é que vocês viram a cara da Joaninha na TV, sentiram-se”atingidos e sensibilizados” e o bebé de 10 semanas não o viram. É maisfácil matar quem não se conhece a cara. É cobardia. O coração bate em ambas. Pensem bem… 2 mães que matam os seus filhos pela mesma razão. Exactamente. Uma pode e deve ir para a cadeia…. outra nem pensar… coitadinha. Além de que isto tudo é secundário. A mãe, lamento, não está em causa no referendo ao contrário do que nos impingem. O que está em causa é o filho. Pode-se matar ou não? É sobre ele que vamos decidir. Há quem lhe chame “despenalização”, eu, Bita, chamo MATAR. Vocês consideram que a vida de um ser humano tem valor menor do que a dignidade da mãe? Acaso assassinar a um ser humano inocente e indefeso não seria um crime maior do que o estrupo sofrido pela mãe?
O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender.
Meus queridos amigos, gostava para quem ainda não pensou no assunto, pensasse. Vamos brevemente decidir sobre a ética do nosso País. Sobre se podemos ou não abortar livremente até às 10 semanas. Segundo alguns quase toda a Europajá aborta, matando as suas crianças…. só Portugal é que está atrasado. Fico radiante de o nosso atraso ser bom em algumas situações. E tal como fazemos com os nossos filhos, dos colegas da escola devemos copiar os bons alunos e não os maus. Temos de saber o que devemos trazer de exemplo da Europa e o que NÃO DEVEMOS copiar. Além de que muitos deles já estão arrependidos das decisões tomadas mas agora é tarde demais para voltar atrás. Nós é que estamos SUPER ATRASADOS!!! Votem contra a morte. Não se abstenham, é uma vergonha. Na dúvida, escolham a VIDA! Tenham coragem para dizer a vossa opinião em público.
E mais, acabou-se o modernismo de “eu sou contra, mas cada um sabe de si”. NÃO! Se é contra, explique. Têm a obrigação, de ajudar os indecisos e quem não vê, nem entende a ver e a entender.
E não metam isto nas mãos dos católicos. Este assunto da vida tem a ver com Budistas, Católicos, Ateus, etc… é um assunto de ética moral da mais simples… desde que nascemos que aprendemos: – Não se mata. Matar é mau.
Chega de estar tudo no seu canto a opinar e os políticos a decidir se matamos ou não os nossos filhos. E vocês Pais (homens), mais do que ninguém, falem! Alguém vos perguntou se podem matar os vossos filhos? Vocês nem têm voz. A mulher decide tudo sozinha!
Desculpem se me exalto na escrita, mas realmente acho que andamos todos a brincar às leis e com a vida das pessoas…
bjs
Bita (autor: Liliana F. Verde)

Um poema de Almada Negreiros( 1893-1970):

Maio 8, 2009

Em tempos de contradição, queria lembrar aqui todas as mulheres que quiseram, apesar das adversidades, das angústias, da falta de apoio, ser mães.

Mãe! Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei! Traz tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue verdadeiro, encarnado! Eu ainda não fiz viagens E a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar. Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras. Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exatamente para a nossa casa, como a mesa. Como a mesa. Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça! Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!